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Dra. Nayara Lopes – Nutrologia em SP e Litoral de SP

Estar cansado frequentemente, com a sensação que nunca descansou o suficiente, mesmo após uma boa noite de sono não é normal. Fadiga constante é uma queixa comum no consultório. Embora causas como estresse e má qualidade do sono sejam frequentemente consideradas, deficiências nutricionais também devem ser investigadas.

Neste artigo, irei explicar como a carência de vitamina B12, vitamina D e ferro pode contribuir para quadros de cansaço e perda de produtividade.

Como uma consulta com médica pode te ajudar?

Se você vem enfrentando cansaço constante, falta de energia ou dificuldade de concentração, é importante investigar causas nutricionais como a deficiência de vitamina B12, vitamina D e ferro.

Como médica com especialização em nutrologia e ampla experiência na área, realizo uma avaliação individualizada e criteriosa, buscando identificar possíveis carências nutricionais por meio de exames laboratoriais e história clínica detalhada.

Com base na avaliação feita em consulta, é possível traçar um plano de tratamento personalizado, que inclui orientações alimentares e suplementação adequada.

Vitamina B12: Energia e Sistema Nervoso

A vitamina B12 é essencial para a produção de DNA, mielina e glóbulos vermelhos. Sua deficiência produz alterações hematológicas, neurológicas e psiquiátricas.

As fontes dessa vitamina para os humanos são os alimentos de origem animal (carne, leite e ovos).

Sintomas clássicos de deficiência de vitamina B12 incluem:

  • Fadiga intensa
  • Palidez
  • Formigamento em mãos e pés
  • Dificuldade de concentração e memória

Vitamina D: Imunidade, Músculos e Humor

A vitamina D tem papel na regulação da fisiologia osteomineral, em especial do metabolismo do cálcio, ela apresenta função biológica de regular as concentrações de cálcio e fósforo em níveis que propiciam um bom funcionamento celular, neuromuscular e a mineralização óssea.

Apesar da importância no metabolismo ósseo, a vitamina D está envolvida no equilíbrio de vários outros processos celulares, entre eles:

  • Modulação da autoimunidade
  • Supressora da inflamação
  • Controle de pressão arterial
  • Processos de multiplicação e diferenciação celular, atribuindo à vitamina D um papel antitumoral

Além disso, é descrito um efeito antiproliferativo e supressor inflamatório, o que poderia justificar a associação da deficiência de vitamina D com hipertensão arterial, o diabetes e as doenças autoimunes como a esclerose múltipla.

Vitamina D e Saúde Mental: Entenda a Correlação

A vitamina D, tradicionalmente reconhecida por seu papel essencial na saúde óssea e no metabolismo do cálcio, tem ganhado destaque nos últimos anos por sua atuação além do sistema musculoesquelético.

Diversas pesquisas científicas têm demonstrado uma associação entre baixos níveis de vitamina D e o desenvolvimento ou agravamento de transtornos mentais, como depressão e ansiedade.

Esse nutriente exerce uma função neuroprotetora por meio da modulação de processos inflamatórios, expressão gênica, produção de neurotransmissores e manutenção da função mitocondrial.

Estudos observacionais mostram que indivíduos com deficiência de vitamina D tendem a apresentar maior prevalência de sintomas depressivos, pior desempenho cognitivo e maior risco de desenvolver transtornos neuropsiquiátricos.

Ainda que a deficiência dessa vitamina não seja considerada uma causa direta dos transtornos mentais, ela pode atuar como um fator contribuinte importante, especialmente em pessoas predispostas ou já em tratamento psiquiátrico.

Além disso, fatores como pouca exposição solar, dietas pobres em fontes de vitamina D e distúrbios de absorção intestinal podem favorecer sua deficiência, principalmente em populações urbanas, idosos, mulheres e indivíduos com excesso de peso – grupos também mais vulneráveis aos transtornos de humor.

Por isso, a avaliação do status de vitamina D deve ser considerada como parte da abordagem integrativa em saúde mental, principalmente quando há sintomas persistentes de fadiga, desânimo, alterações no sono, irritabilidade ou dificuldade de concentração.

A reposição adequada, quando indicada, pode ser um adjuvante valioso no tratamento, sempre respeitando a individualidade bioquímica de cada paciente.

Como médica com especialização em Nutrologia, avalio cada caso de forma personalizada, considerando os aspectos nutricionais, hormonais, metabólicos e emocionais que podem impactar a saúde mental. O equilíbrio do organismo começa também por dentro, e micronutrientes como a vitamina D têm um papel fundamental nesse processo.

Quadros de deficiência de vitamina D podem gerar:

  • Fraqueza muscular
  • Fadiga
  • Queda na imunidade
  • Transtornos de humor

Ferro: Transporte de Oxigênio

O ferro é o mineral encontrado em maior abundância em nosso planeta. Por causa disso, era de se esperar que não houvesse deficiência desse composto no organismo das pessoas, mas não é o que ocorre, uma vez que uma dieta inadequada e principalmente, a perda de sangue podem contribuir para a carência de ferro.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa é a desordem nutricional mais comum no mundo: cerca de 1/3 da população mundial tem carência de ferro

Para que serve o ferro?

O ferro é fundamental para diversas reações químicas do corpo e para construção das células vermelhas do sangue. O ferro faz parte de um grupo de enzimas necessárias para extrair a energia dos alimentos. Sem ferro, temos dificuldade de produzir energia e neurotransmissores.

O ferro tem um papel importante na imunidade, quando as células de defesa identificam um microorganismo invasor elas utilizam ferro para combater esse microorganismo. Assim, sem esse mineral, o exército de defesa do seu organismo fica desarmado.

Além disso, o ferro atua na neutralização de radicais de oxigênio, auxiliando no funcionamento adequado das células, tem papel importante em diversos processos metabólicos, como na síntese de componentes estruturais do DNA e colágeno.

A presença de fibras alimentares, fitatos e oxalatos, em excesso, pode reduzir a biodisponibilidade intestinal desse mineral, em contrapartida a presença de vitamina C aumenta a biodisponibilidade, melhorando a absorção desse mineral.

A deficiência leva à anemia ferropriva, comum em mulheres jovens e pacientes com distúrbios gastrointestinais.

Sintomas clássicos de deficiência de ferro:

  • Cansaço
  • Fraqueza
  • Tonturas
  • Unhas frágeis
  • Queda de cabelo
  • Dificuldade de acordar pela manhã, mesmo depois de uma boa noite de sono
  • Tristeza sem motivo aparente
  • Pernas inquieta (mais comum à noite, dificuldade em encontrar uma posição para as pernas)
  • Baixo rendimento nos exercícios físicos
  • Dor muscular intensa no dia seguinte ao treino

Riscos da deficiência de ferro na gestação e pós parto

Na gestação há risco de anormalidade no desenvolvimento cerebral do feto e de parto prematuro. É muito importante também saber que a depressão pós parto pode ser causada ou agravada pela falta de ferro.

A falta de ferro pode multiplicar a sensação de mal-estar e fadiga no puerpério.

É possível apresentar deficiência de ferro sem ter anemia?

A anemia por falta de ferro ocorre somente em estágios avançados de deficiência desse mineral, ou seja é possível ter deficiência de ferro sem estar com anemia.

Ainda que as reservas estejam baixas, há ferro suficiente para manter a formação das células vermelhas e o transporte de oxigênio. Assim, a hemoglobina está dentro da faixa de referência – portanto não há anemia – mas a ferritina está baixa e a pessoa já pode apresentar sintomas de deficiência.

Conclusão

O cansaço pode ser multifatorial, mas deficiências nutricionais são causas comuns e tratáveis.

Uma avaliação médica completa, com exames laboratoriais e investigação da alimentação, é essencial para diagnosticar e corrigir essas deficiências com segurança.

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Dra. Nayara Lopes Andrade

Nutrologia – CRM SP 202121

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Referências bibliográficas:

SLYWITCH, Eric. Alimentação sem carne: um guia prático para montar sua dieta vegetariana. São Paulo: Alaúde, 2016.

RIBAS-FILHO, Durval; SUEN, Vivian (Orgs.). Tratado de Nutrologia. 3. ed. Barueri: Manole, 2023.

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